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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Bloqueio dos efeitos comportamentais induzidos por administração sistêmica do agonista 5-HT2 MK-212 pela infusão de ritanserina no núcleo basolateral

Gilson de Assis Pinheiro: Bloqueio dos efeitos comportamentais induzidos por administração sistêmica do agonista 5-HT2 MK-212 pela infusão de ritanserina no núcleo basolateral da amígdala de ratos no labirinto em cruz elevado.(04/04/2005, Orientador: Prof Doutor Antônio Pedro de Mello Cruz).

Os receptores 5-HT2 parecem ter um papel importante na mediação de estados de ansiedade, entretanto inúmeros estudos têm apresentado dados altamente variáveis. Além disto, pouco se sabe sobre os efeitos comportamentais da administração sistêmica destes compostos. O presente estudo foi realizado com os seguintes objetivos: (1) investigar o papel da ativação dos receptores 5-HT2, do LCE, em ratos: (2) avaliar o envolvimento dos receptores 5-HT2 da AMBL na modulação de estados de ansiedade. Para isto foram realizados dois experimentos. No primeiro experimento, ratos machos Wistar foram expostos por 5 min no LCE. 27 min após administração (1,0 ml/kg i.p.) do agonista preferencial MK-212 ([6-chloro-2-(1-piperaziny)pyrazine hydrochloride) nas doses de 1,0, 2,0 ou 4 mg/kg. No grupo controle foi administrado salina. No segundo experimento, os animais foram microinjetados (0,2µg) um antagonista 5-HT2A/2C ritanserina (0,5, 1,25, 2,5 e 5,0 µg) ou do veículo na AMBL 12 min após a administração do MK-212 (2,0 mg/kg i.p.) ou salina. Quinze minutos após, cada animal foi exposto ao LCE por 5 min. As porcentagens de entrada e de tempo dispendido nos braços abertos são considerados indicadores de ansiedade, enquanto o número absoluto de entrada nos braços fechados foi calculado como indicativo de atividade locomotora. O MK-212 sistemicamente administrado (experimento 1) apresentou efeito ansiogênico na dose de 2,0 mg/kg, enquanto a dose mais alta da droga (4,0 mg/kg) sugeriu emparelhamento com efeito locomotor. A dose mais baixa foi inefetiva (1,0 mg/kg). No experimento 2, a micro-infusão de ritanserina na AMBL bloqueou os efeitos do MK-212 em estados de ansiedade. Conclui-se que a ativação dos receptores 5-HT2 aumenta estados de ansiedade e diminui a atividade locomotora no LCE. Tais efeitos comportamentais são bloqueados pela microinjeção na AMBL do antagonista 5-HT2A/2C ritanserina.

Palavras-chave: ansiedade, serotonina, modelo animal, amígdala.

Envolvimento diferenciado do hipocampo ventral e dorsal na modulação de estados de ansiedade induzidos por agonistas e antagonistas de receptores sero

Sergio Henrique de Souza Alves: Envolvimento diferenciado do hipocampo ventral e dorsal na modulação de estados de ansiedade induzidos por agonistas e antagonistas de receptores serotoninérgicos 5-ht2.(05/04/2005, Orientador: Prof. Dr. Antonio Pedro de Mello Cruz).

O presente estudo investigou os efeitos comportamentais no labirinto em cruz elevado (LCE) da infusão de agonistas e antagonistas de receptores 5-HT2 no hipocampo dorsal (HD) ou ventral (HV) de ratos. No Experimento 1, microinjeções do agonista preferencial 5-HT2C 6-cloro-2[1-piperazinil]pirazina (MK-212 0,1, 0,3 e 1,0 g) no hipocampo ventral reduziram significantemente a exploração dos braços abertos, um perfil comportamental indicativo de atividade ansiogênica nesse modelo animal de ansiedade. Em contraste com os efeitos ansiogênicos observados no hipocampo ventral, nenhuma das doses testadas alterou significantemente as medidas de ansiedade no LCE quando microinjetadas no hipocampo dorsal. Esses resultados sugerem que a ativação dos receptores pós-sinápticos localizados no hipocampo ventral, mas não no dorsal, desempenham papel importante na ansiedade avaliada no LCE. No Experimento 2, microinjeções do antagonista 5-HT2 [2-[3-(4-(4-4[8F]-fluorophenil)-piperazinil)propil]naphto[1,8-cdlisothiazole-1,I-dioxido (RP 62203) (0,75 e 1,5 g) no hipocampo ventral aumentou as porcentagens de entradas e de tempo gasto nos braços abertos sem afetar a atividade locomotora. Microinjeções do RP 62203 no hipocampo ventral também aboliram o espreitar e aumentaram o número de explorações da extremidade dos braços abertos e o tempo gasto na categoria esquadrinhar. Esses padrões comportamentais são indicativos de efeito ansiolítico no LCE. Em conjunto, nossos dados sugerem um envolvimento bidirecional dos receptores 5-HT2 do hipocampo ventral na mediação de estados de ansiedade. As relações de tais resultados com a hipótese serotoninérgica da ansiedade são também discutidas.

Palavras-chave: Ansiedade, Hipocampo, Serotonina, Labirinto em Cruz Elevado.