Mostrando postagens com marcador corpo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corpo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

CORPO E SENSAÇÃO NA CLÍNICA PSICOSSOMÁTICA: UMA INVESTIGAÇÃO TEÓRICO-CLÍNICA EXPLORATÓRIA DOS PACIENTES PORTADORES DE PSORÍASE

Katia Cristina Tarouquella Rodrigues Brasil: CORPO E SENSAÇÃO NA CLÍNICA PSICOSSOMÁTICA: UMA INVESTIGAÇÃO TEÓRICO-CLÍNICA EXPLORATÓRIA DOS PACIENTES PORTADORES DE PSORÍASE.(02 de Junho de 2005, Orientador: Francisco Martins).

Este trabalho aborda o corpo e a sensação como mobilizadores de um pensar na clínica dos pacientes com sintomas de psoríase. Propõe-se uma articulação teórica que contribua para a apreensão do que se revela na clínica junto a esses pacientes, como a sensação experimentada no corpo e o que ela convoca da afetividade do sujeito. Partindo do que é sentido e percebido no corpo, o sujeito pode, assim, construir um pensar que lhe permita habitar seu corpo não apenas do modo biológico, mas também como palco da sua "subversão libidinal" (Dejours, 2001). Pretende-se compreender como o corpo erótico é solicitado pelos pacientes com sintomas de psoríase e quais as repercussões desta solicitação sobre sua vida psíquica, uma vez que o corpo doente, atingido em sua superfície envelopante - sua pele - domina o cenário psíquico. Assim, uma leitura psicossomática sobre o adoecimento nos revela um corpo erótico desinvestido e marcado por lacunas preenchidas pela doença, como também a experiência do corpo marcada por um espaço imaginário designado como Eu-pele (Anzieu, 1988). Ao nos debruçarmos sobre esta problemática, destacamos a importância dessa experiência como mobilizadora do pensar, no sentido de um trabalho psíquico. Este pensar emerge na clínica tanto do ponto de vista psíquico - pelas metáforas recorrentes apoiadas no corpo e, particularmente, apoiadas na pele - quanto do ponto de vista da concretude sintomática, a partir de um corpo mobilizado a serviço do "agir expressivo", em busca de significação.

Palavras-chave: Psicossomática, psoríase, corpo, psicanálise.

Ruptura e sentido na experiência de adoecimento e morte

Joanneliese de Lucas Freitas: Ruptura e sentido na experiência de adoecimento e morte.(09/06/2005, Orientador: Fernando Luiz González Rey).

Busca-se neste trabalho compreender os processos de subjetivação inerentes ao adoecimento e à morte, sob uma perspectiva clínica. Para tanto, utilizam-se os referenciais teórico-metodológicos fundamentados na epistemologia qualitativa de González Rey (1997a, 1999). A morte é compreendida aqui como mais um momento do ciclo de vida e, portanto, como um momento significativo para as reconfigurações da subjetividade. A subjetividade é percebida como um processo, em constante articulação com os sistemas sociais, que se alterna entre estados de tensão e ruptura, atuando como momentos de transformação na relação com formas anteriores de funcionamento do sistema (González Rey, 2003). Os processos subjetivos são formados pelos sentidos subjetivos, principal unidade constitutiva da subjetividade, e que, portanto, foram utilizados como o ponto de partida para a compreensão da relação entre morte e reconfiguração. No contexto de uma pesquisa clínica qualitativa, utilizou-se um estudo de caso, no qual se analisam os sentidos subjetivos constituídos por uma paciente com câncer de mama, já em estado terminal. Finalmente, concluiu-se que não se pode pensar o psiquismo sem se considerar suas relações com a corporeidade, com o corpo vivido. Percebeu-se que os momentos de ruptura na constituição da subjetividade não ocorrem nem a partir de quebras abruptas nem grandiosas. Concluiu-se também que a morte simbólica é mais significativa que a concreta no contexto da subjetividade por funcionar como propulsora para a criação de novos sentidos subjetivos.

Palavras-chave: morte, subjetividade, sentido subjetivo, reconfiguração, corpo.